Balaio Vermelho  
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Poesia, humor, cinema & balaiadas

 
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Sexta-feira, Março 31, 2006

 
BALAIO INCOMUN 1708
Desde 1986
Rio, 31 de março de 2006



LEMBRANÇAS, LEMBRANÇAS

Criança, no início dos anos 50, sob a luz e os serrotes de Caicó, três situações me vêm à memória, ou melhor, quatro momentos de uma vida que resiste ao tempo, que resiste ao espaço, que resiste à dor dos últimos meses. Na primeira situação, vejo o meu Pai com alguns amigos tomando banho nas estreitas comportas do Itans, sangrando por todas as cores da manhã. Ainda me lembro do medo que a cena me provocava: a fúria gloriosa das águas, com sua violência bíblica, parecia não ter fim. Meu Pai e os amigos (quantos deles ainda estão vivos?) a enfrentavam com alegria insuspeita. Ainda bem que o meu medo não era maior do que aquela alegria momentânea, insuspeita ou não.

No segundo momento, estamos todos em seu carro: ele, minha mãe, eu, três de minhas irmãs menores. Ao passarmos por uma rua de casas miseráveis, nas proximidades do Rio Seridó, um de nós, seus filhos, fez algum comentário pouco lisonjeiro a respeito de uma pobre mulher de vermelho que se encontrava na rua. Meu Pai, então, parou o carro e virou-se para nós, afirmando mais ou menos o seguinte: ¿Fiquem sabendo que aquela mulher é gente como a gente; fiquem sabendo que aquela mulher merece ser respeitada como qualquer outra pessoa, seja rica, seja pobre, seja moça-donzela, seja rapariga¿. É preciso acrescentar que o nosso padrão de vida, levando em conta o meio social caicoense, era bastante elevado.

Na terceira situação, por volta de 1952 ou 1953, vejo um Pai extremamente brincalhão. Estávamos na casa da Coronel Martiniano; duas ou três amigas visitavam-nos. De repente, ele entrou com um binóculo, olhando para elas, enquanto exclamava: ¿Este é um aparelho mágico, estou vendo todas vocês nuas, completamente nuas¿. O corre-corre foi grande, entre gritos e risos, entre sustos e devaneios; nenhuma delas ficou na sala, ou, então, procuraram se esconder de qualquer maneira. Meu Pai se divertia até dizer basta. E eu, que, como elas, nunca tinha visto um binóculo em minha vida, acreditei em sua fantasia...

No quarto momento, também sou dominado por um certo medo. Medo esse que de igual modo era compartilhado por outras pessoas. Quem gostaria de ver um desastre de carro, com possíveis vítimas? Ninguém, ninguém. Acontece que meu Pai era um exímio motorista e vivia disputando corridas de automóvel com seu Plymouth acinzentado dentro da própria cidade, que parava para ver a Av. Coronel Martiniano transformada momentaneamente em pista de Fórmula Caicó, se assim pudéssemos renomeá-la. Da principal entrada da antiga Vila Nova do Príncipe até o descampado em frente ao hospital, se não estou enganado, eram mais de 1.200 metros. Nunca o vi perder uma corrida; pelo menos, em minha imaginação de criança. Muitas vezes, a "prova" começava no Itans; até o já citado final da Coronel Martiniano, mais de seis quilômetros marcavam as emoções automobilísticas de uma cidade nascida para ser eterna. Mesmo que um dia o mundo acabe.



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Quinta-feira, Março 30, 2006

 
BALAIO INCOMUN 1707
Desde 1986
Rio, 30 de março de 2006



SERRAS DA DESORDEM
por Luiz Rosemberg Filho
e Sindoval Aguiar


O filme de Andréa Tonacci (Serras da desordem), em princípio, nos parece mais a síntese da projeção de uma vida. Onde a epopéia e o épico, na visão de um artista, se turvam pela tragédia e o contar da própria história. Filme denso, triste, distanciado. Na tradição, na história, na memória. Difícil tocar o filme, em sua essência e sentido crítico, sem uma visão da história. Da nossa história. A história do índio Guarapiru é sim, por que não, muito de nós.

O século era o XVI. Espanha e Portugal eram donos do mundo. Claro, economicamente. E não culturalmente. Campeões de saques, pirataria e rapinagem. E como adorno, a mais brutal violência. Era um mundo não muito diferente do de agora. Seria a história um eterno retorno? Vejamos.

Naquele tempo México e Peru eram donos de avançada civilização e de respeitável riqueza: ouro e prata. Os espanhóis nada pouparam, rapinando, exterminando e destruindo culturas. A asteca e a inca. Entre nós, com os portugueses, as coisas não foram diferentes. Perdida a Índia, depois de saqueada, rapinada e violentada, Portugal perdeu também a sua independência. Holanda e Inglaterra fustigavam, cobrando as enormes dívidas. Mas o pequeno e poderoso país continuou vivendo e parasitando da riqueza alheia. Ainda tinha a África e o Brasil como focos de exploração e extermínio. O Brasil lhe dava ouro, dízimos e monopólios. A África lhe dava o comércio de escravos. Aqui, o índio morria, mas não se escravizava.

Como podemos constatar, o colonizador conserva a tradição em hábitos, costumes, rapinagem e cultura. Era a origem de nosso país. De nossa elite. E de nossa cultura. A de uma vida inútil. E parasitária.

O filme de Tonacci tem um início singular Guarapiru, o índio procurado, integrado ao seu habitat, prepara o fogo para o que seria um momento de congraçamento entre a sua cultura, seu povo e a natureza. Mas, ontem como hoje, a história não muda. E a cultura, o saque, a rapinagem e o extermínio continuam presentes. Razão de continuarmos sem referência, sem destino e sem razão. A de nossa existência.

O filme poderia ser somente isso e estaria de bom tamanho. Mas não, insiste, e transcende. Pela leveza, elegância, simplicidade e a estética científica do cineasta. Em sutilezas elípticas ele vai deixando o comum elementar da linguagem cinematográfica, hoje televisiva, para absorver o universo do Ser, da natureza e da visão antropológica. Há um rigor didático e apreensivo, contrapondo-se à ordem impositiva determinante do rigor burocrático e distante; de narrativa mais próxima de uma busca e de uma procura. De alguém, atrás de alguém. E a de um encontro de nenhum, para lugar nenhum. Não existe mais este alguém. E todos os lugares já foram tomados. Por máquinas e espectros.

Portanto, a busca do índio Guarapiru (um fato real) com inserções ficcionais é quase uma epopéia que vai do nada para lugar nenhum. É a tragédia de um encontro sonhado na política de Gramsci, do campo e da cidade. Para uma transformação política difícil e consciente e transformadora. Mas, o que fica, o que exorbita, é que estamos sendo feitos à revelia de nós mesmos. Implantados e implantando uma realidade cuja linguagem desconhecemos em nossa comunicação. E na morte da insistência de buscas e procuras. De nós, do outro. De um destino. Ou de um país.

Serras da desordem. Filme singelo. Mas que estarrece. Pelo descaso do tempo e da própria realidade. Com o homem, as palavras e as coisas. O cineasta trabalha estes desafios. De homens e tempos marcados. Feito gado. Arrebanhados.

Filme para ser visto, lido, discutido. Além de pipocas e cocacolas. Atento a desejos e necessidades mais sutis e angustiantes. A de uma ordem não muito distante de nós. E onde os extremos só se tocam como tragédia. A de um desencontro.

É um filme que projeta dificuldades para o seu realizador. De estrutura investigativa, envolvendo pesquisa, tempo, capacidade e dinheiro. As etapas criativas o cineasta venceu. Obra acabada. O que ocorre com todo filme como o de Tonacci. Que sabia estar enfrentando o maior inimigo do cinema: a demanda. O saber é privilégio. E cultura é coisa do poder.

Serras da desordem, indiretamente, é uma questão para a nossa história. A da nossa origem. E a do nosso destino. Se queremos tê-lo. Guarapiru, o índio procurado, mais o sertanista que procura, somos todos nós. E a totalidade é o nosso destino, o que nos tem escapado sempre. Como a nossa própria dualidade, maioria das vezes, é coisa mais que desconhecida. Tornando o campo de busca vasto e inatingível. Onde vão se perdendo a caça e o caçador.

Mas o filme projeta uma ordem que somente o saber, a investigação, ao lado do empirismo, da natureza ainda, do homem simples e disposto a ser levado por uma chama de esperança, se entrega. Contudo, dominado pelo estranhamento, segue os movimentos. De nenhum lugar para lugar nenhum. O que o filme estrutura e desenvolve. Uma busca e um encontro. Acima deles está uma ordem maior, misteriosa, inatingível: um sistema. Uma máquina voraz. Sem cara, corpo e coração. Som e ruídos formam a sua presença. Guarapiru entende. Mas ao ter que decodifica-los, desaparece. Aniquila-se. Sem a mínima referência. São manifestações estranhas de uma civilização que muitos de nós ainda não atingimos. Como o filme sugere. Para quem quer perceber. Antes de ser exterminado.



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Quarta-feira, Março 29, 2006

 
BALAIO INCOMUN 1706
Uma folha porreta desde 1986
Rio, 29 de março de 2006



POEMA DE MÁRCIA MAIA (PE)

ARDIL

essa palavra vária
escorregadia e multiforme
que me dizes
:
canteiro de hortênsias
- azuis -
repleto de espinhos

[ in Tábua de Marés ]


POEMA DE DÉBORA MONNERAT (RJ)

Licença.
Licença para o beijo proibido,
para a mão no peito sofrido,
para o caos da minha cabeça.
Perdão pelas caras emburradas
e por essas palavras
que saltam da boca,
pela língua solta
e pelos dentes
poucos,
que fazem de mim
um oco.

[ in O sol e o louco. Rio, 2003 ]


Memória
O MELHOR DA LITERATURA (FICCIONAL) BRASILEIRA

segundo FRANCISCO SOBREIRA (RN)

1. Dom Casmurro (Machado de Assis)
2. Angústia (Graciliano Ramos)
3. Memórias póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis)
4. São Bernardo (Graciliano Ramos)
5. Fogo morto (José Lins do Rego)
6. Os Corumbas (Armando Fontes)
7. Dados biográficos do finado Marcelino (Herberto Sales)
8. Os ratos (Dionélyo Machado)
9. A morte da porta-estandarte e outras histórias (Aníbal Machado)
10. Triste fim de Policarpo Quaresma (Lima Barreto)
11. Feliz ano novo (Rubem Fonseca)
12. Jorge, um brasileiro (Oswaldo França Júnior)

[ in Balaio 1201, de 12/9/1999 ]

Nota:
O escritor e crítico de cinema Francisco Sobreira é o responsável pelo blogue Luzes da Cidade.



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Segunda-feira, Março 27, 2006

 
BALAIO INCOMUN 1705
Uma folha porreta desde 1986
Rio, 27 de março de 2006


POEMA DE BETH ALMEIDA

[ in Ponto Gê ]

Design

como me angustia
esse projeto
de interior
precário

depois que a vida
saiu
sem explicações
e
sem mandar flores


CONSIDERAÇÕES BREVES

Sou um cinéfilo à moda antiga: não dispenso uma boa sala escura de cinema. Depois que voltei de Natal, já vi quatro filmes (no Arteplex e no Estação Botafogo). E pretendo ver mais nos próximos dias. Claro que o dvd continua importante, para rever alguns filmes vistos há muito tempo e para ver alguns clássicos até então desconhecidos. Há que observar uma curiosidade: certos filmes crescem com o tempo. É o caso de Barry Lyndon (Kubrick, 1975) e O silêncio (Bergman, 1963). [Assim como outros não resistem à revisão.] Há que revelar também determinadas surpresas: quem iria imaginar que Carl Th. Dreyer, um dos mais importantes diretores da história do cinema, é o autor de um belo filme centrado na homossexualidade do personagem principal, um pintor já maduro completamente apaixonado por seu jovem modelo? Pois é, trata-se de Mikael, produção de 1924, que saiu agora em dvd pela Magnus Opus, e que ignorávamos. Aliás, os excelentes Ordet (1955) e Gertrud (1964) também foram lançados pela Magnus. São jóias raras da cinematografia européia. Mas não só de filmes vive um seridoense do sertão potiguar: livros e gibis estão à espera de leituras atentas. E discos precisam ser ouvidos com urgência.



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Sábado, Março 25, 2006

 
BALAIO INCOMUN 1704
Uma folha porreta desde 1986
Rio, 25 de março de 2006



OS LEITORES DE ANTÔNIO MARIA

O cronista pernambucano Antônio Maria, que marcou a Copacabana dos anos 50 e 60 (quando o Rio virou Estado: Guanabara, GB), está em evidência, seja através de Joaquim Ferreira dos Santos (em livro recentemente editado), seja através de velhas lembranças amigas. Pois bem: resolvemos homenageá-lo, hoje, republicando algumas cartas de seus leitores (algumas verdadeiras, outras inventadas por ele mesmo), com suas respostas, extraídas do jornal carioca Última Hora, reunidas na edição de O jornal de Antônio Maria [Rio: Saga, 1968, 142p., sel. Ivan Lessa]. Divirtam-se:

De GARRIDO (GB): Desconfio que há um mistério na vida de minha mulher. Deu para sair toda manhã, às seis horas. Diz que vai à missa.
Sossegue, Garrido. Dificilmente, uma mulher engana às seis da manhã. Você só deverá inquietar-se, quando ela passar a ir à missa das três da tarde.
Em 12/2/1962.

De LAÍS PIMENTA (GB): E foi por isso, exclusivamente, por isto, que abandonei o meu marido.
O exclusivamente por isto a que se refere Laís foi o seguinte: o marido chegou em casa, despiu-se completamente, surrou a sogra, o sogro e trancou-se no quarto da empregada, com empregada e tudo, durante 72 horas.
Em 8/2/1962.

De RAIMUNDO PINHEIRO (São Luís): Se a mulher que o senhor ama ficasse feia do dia para a noite, o senhor continuaria a amá-la?
Raimundo, o poblema é seu. Não tente trnsferi-lo para mim. Faça a pergunta a você mesmo, corajosamente. E não saia de perto, no momento da resposta. Agora, francamente, não acredito que sua mulher tenha ficado feia, só porque cortou os cabelos. Já devia ser, antes.
Em 3/10/1963.

De MARIZA FREITAS (GB): Meu namorado sua muito, debaixo dos braços.
Só debaixo dos braços, Mariza? Então, não há motivo para desgostos. Divirta-se na área enxuta, que é a maior parte do seu namorado.
Em 3/10/1963.

De REINALDO (Porto Alegre): Noivo, há 2 anos, e só agora descobri que Berenice (noiva) só tem 3 dedos, na mão esquerda.
Mas se ela tiver 7 na mão direita dá no mesmo, Reinaldo. O negócio é ter 10 dedos na hora de mostrar. Verifique e volte a escrever-me.
Em 6/12/1961.

De INALDO CAMPELO (GB): Tenho 58 anos e minha mulher, 31. Até quando ela me será fiel?
Ah, não sei, Inaldo. Mas você só deverá precaver-se no dia em que ela começar a dizer, com insistência: "Saia, meu bem. Vai dar uma voltinha. Vá se distrair".
Em 12/2/1962.

De TERESINHA (Recife): Quando eu era menina, vi meu pai correndo atrás de minha mãe, com um martelo na mão. Esta cena nunca mais saiu da minha lembrança.
Nada autoriza a imaginar que seu pai desejasse dar uma martelada em sua mãe. É possível que sua mãe, de brincadeira, houvesse escondido o prego.
Em 9/10/1961.

De JANDIRA (São Luís): Meu filho, Eleutério, veste-se mal, porque quem lhe escolhe as roupas é o pai.
E o nome, foi a senhora quem escolheu?
Em 8/2/1962.



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Sexta-feira, Março 24, 2006

 
BALAIO INCOMUN 1703
Uma folha porreta desde 1986
Natal, 24 de março de 2006



DOIS POEMAS DE HORÁCIO PAIVA (RN)
[ in Tablado surrealista, a sair ]

BANQUETE LUNAR

(A Francisco Sobreira)

Ceifando estrelas a lua nova
para comê-las a lua cheia.

NOSFERATU

Estavas muito além das incertezas românticas
e não querias o meu vinho
mas o meu sangue.


POEMA DE LÍVIO OLIVEIRA (RN)

CHET

Sulcos na face.
Palato em feridas.
Tua cena, na madrugada,
é o grito curtido
do trumpete.
Os acordes do instrumento
enferrujado
são golpes
de gilete
em garganta de meretriz.
O comprimido
se encrustra
no olho
que fecha
no escuro.
Silêncio pontua
o som manso,
e o éter
é cuspido,
pela derradeira vez,
na noite.
Serve-se o fel
em tua mesa
cercada de perfumes
e vômitos.
Não se vê,
no ambiente,
presença do esquisóide
denunciante.
O veneno
é a oferta
que sobra
de tua platéia
invisível.


POEMA DE CELSO BOAVENTURA (RN)
[ in O Cárcere das Asas ]

RETALHO

é um texto acre de amor já morto
o parfum perpetuado no teu corpo



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Quinta-feira, Março 23, 2006

 
BALAIO INCOMUN 1702
Uma folha porreta desde 1986
Rio, 23 de março de 2006



Apesar da derrota de ontem
ABC... BC! BC!
Poema de Moacy Cirne

Ribamar,
Toré e Biró;
Badidiu, Piromba e Sileno;
Mota, Jorginho, Delgado, Cocó e Nogueira.

Jônatas,
Elói e Dorcelino;
Ubá, Mário e Potengi;
João Aciolçi, Martins, Deão, Rodolfo e Mário Crise.

Dosinho,
Tatá e Piaba;
Carlos Zens, Henfil e Pablo;
Marlon, Renato, Roberto, Tidão e Paulo Isidro.


OS EQUÍVOCOS DO OSCAR (1)

Recentemente, quando nos encontrávamos em Natal, afirmamos: preferimos Oscarito ao Oscar. Ou seja, queríamos apenas dizer que não damos maior importância à estatueta americana. Seus erros, na premiação dos melhores filmes lançados nos Estados Unidos da América da Morte, são muitos, e só eventualmente parecem acertar, pelo menos de forma plena. Daremos alguns exemplos a partir de hoje, extraídos aleatoriamente. (Nossa fonte de consulta: Tudo sobre o Oscar, de Fernando Albagli.)

Comecemos, sem nenhum motivo especial, pelo ano de 1952. Foi uma temporada de belos filmes:
Cantando na chuva (Kelly & Donen),
Depois do vendaval (Ford),
Matar ou morrer (Zinnemann),
Assim estava escrito (Minnelli).
E mesmo, em tom menor, Moulin Rouge (Huston).
Pois bem, querem saber o nome do filme vencedor?
Anotem: O maior espetáculo da Terra (DeMille),
uma obra sem a menor importância,
seja estética, seja cultural.
Assim é o Oscar,,,



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Terça-feira, Março 21, 2006

 
BALAIO INCOMUN 1701
Uma folha porreta desde 1986
Rio, 21 de março de 2006


RIODEJANEIRANDO, ENTRE FILMES & FILMES


Pois é, depois de três meses encontrei o Rio mais azul do que nunca. A primeira providência tomada por mim, aqui chegando: visitar a Folha Seca (Rua do Ouvidor, 37, Centro), uma das minhas livrarias preferidas da Velhacap. Com o amigo rubro-negro Rodrigo Ferrari, sempre de bom humor, comprei um livro sobre o Flamengo, escrito por vários autores e editado pela própria Folha. Como tricolor, prometo que vou lê-lo com bastante carinho. Serei imparcial, na medida do possível. Por motivos óbvios, não falamos muito sobre futebol. Mas, nesta quarta, desfilarei em terras cariocas com a minha camisa do ABC, adquirida em pleno Frasqueirão. Enquanto isso, sua sócia Daniele, uma das mais charmosas botafoguenses do Rio, limitou-se a mangar, com sutil leveza, de nós dois.

Não perdi tempo: já fui ver, nos cinemas, Reis e rainha (Desplechin, 2004), saudado com entusiasmo por vários blogueiros cinéfilos no último Festival Rio, e Boa noite e boa sorte (Clooney, 2005). O primeiro decepcionou-me quase completamente: com momentos bons, ou ótimos (como a leitura da carta do pai para a filha), e ruins (como o intragável epílogo), Reis e rainha poderia ter sido um grande filme. Mas, excessivamente longo, não me pareceu uma obra de fôlego. Em compensação, gostei bastante de Boa noite e boa sorte: uma crítica seca e objetiva, não só ao maccarthysmo, mas também ao sistema massacrante da televisão. Que, depois, tornar-se-ia muito pior. Desde já, um dos melhores filmes do ano. Programei-me para ver, até sábado, Ponto final (Allen, 2005) e Paradise now (Abu-Assad, 2005). Caso haja tempo, tentarei ver 2046 - Segredos do amor (Kar-wai, 2004), outra das sensações do já citado Festival Rio. Em dvd, vi No silêncio da noite (Ray, 1950), muito bom, e quinta ou sexta, ou antes, pretendo ver Mikael e Gertrud, ambos de Carl T. Dreyer, e rever O silêncio, de Ingmar Bergman. Já foram devidamente alugados.

Para completar, nas bancas da cidade, e de outras partes do país, uma agradável surpresa: a edição brasileira da francesa Diapason, provavelmente a melhor revista de música erudita que conheço. Neste primeiro número, em destaque, a obra de Mozart. Além do centenário de Radamés Gnattali. E um cd com trechos de alguns dos mais significativos lançamentos do próprio Mozart. Vale a pena conferir.

Em tempo1: Agradeço a presença generosa dos amigos que foram prestigiar o lançamento do Almanaque do Balaio, na Siciliano do Natal Xópim, na última sexta. Acredito que foi uma festa bastante bonita: vinho, cachaça, talco & livros. E boas conversas.

Em tempo2: Entre as boas lembranças da cidade à beira do Potengi, nestes três meses de vivências potiguares, destaco a encenação do Auto Jesus de Natal. Através dele, fiz grandes amizades (como Paulo Jorge Dumaresq) e conheci pessoas fantásticas (Canela & muitos dos demais, dos técnicos ao elenco).



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Sexta-feira, Março 17, 2006

 
BALAIO PORRETA
Natal, 17 de março de 2006


HOJE TEM BALAIO EM FORMA DE ALMANAQUE


O nosso Balaio, através do Sebo Vermelho, acaba de virar livro (pela segunda vez), ou melhor, Almanaque. E o seu lançamento, com direito a vinho & cachaça (como no tempo das balaiadas do IACS, em Niterói), acontecerá hoje, a partir de 19 horas, na Siciliano do Natal Xópim. Trata-se de uma coletânea que reúne cerca de 120 números do Balaio Incomun, cuja edição inicial deu-se em 1986. O título não poderia ser outro: Almanaque do Balaio. Contamos com a presença dos amigos, na medida do possível e dos crepúsculos dourados do Potengi.


RIO DE JANEIRO, FEVEREIRO E MARÇO

A partir da próxima semana o Balaio Vermelho voltará a ser produzido no Rio. E o nosso Almanaque será colocado à venda em algumas livrarias amigas: Folha Seca, Berinjela, Leonardo da Vinci, Travessa, Luzes da Cidade. Só lamentamos uma coisa (entre outras, de cunho amoroso): não veremos o ABC enfrentar o Flamengo no Frasqueirão. Mas esperamos vê-lo em pleno Maraca, na semana seguinte.


TOCATA
Poema de Márcia Maia (PE)

sob os lençóis azuis
a nudez do corpo expande
a solidão da casa.

um cheiro de cio
se desprende das paredes.
o silêncio geme.

o espelho desfia
kama-sutras em imagens
de amores antigos.

o corpo ainda nu e
adormecido num tremor sutil
se contrai e umedece.

e então de súbito amanhece.

[ in Em queda livre. Recife: Bagaço, 2005 ]

Nota:
Márcia Maia é responsável pelos blogues
Tábua de Marés & Mudança dos Ventos.



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Domingo, Março 12, 2006

 
BALAIO INCOMUN 1700
Uma folha porreta desde 1986
Natal, 13 de março de 2006



Balaio, Ano 20 (20/20)
20 FILMES EXCEPCIONAIS
(nacionais e estrangeiros)
&
50 ANOS DE MEUS REGISTROS CINEMATOGRÁFICOS,
INICIADOS EM 1956, EM CAICÓ, RN


OS 50 MELHORES FILMES

1. A aventura (Antonioni, 1960)
2. Persona (Bergman, 1966)
3. Eclipse (Antonioni, 1962)
4. Cidadão Kane (Welles, 1941)
5. Ano passado em Marienbad (Resnais, 1961)
6. A grande ilusão (Renoir, 1937)
7. Hiroshima, meu amor (Resnais, 1959)
8. A regra do jogo (Renoir, 1939)
9. O homem da câmera (Vertov, 1929)
10. Deus e o diabo na terra do sol (Glauber Rocha, 1964)
11. Viver a vida (Godard, 1962)
12. Aurora (Murnau, 1927)
13. Morangos silvestres (Bergman, 1957)
14. Contos da lua vaga (Mizoguchi, 1953)
15. A palavra (Dreyer, 1955)
16. Simão do Deserto (Buñuel, 1965)
17. O encouraçado Potemkin (Eisenstein, 1925)
18. Andrei Rublev (Tarkóvski, 1966)
19. A marca da maldade (Welles, 1958)
20. 2001: uma odisséia no espaço (Kubrick, 1968)

E mais:
21. Um condenado à morte escapou (Bresson, 1956)
22. Blow-up (Antonioni, 1966)
23. Acossado (Godard, 1959)
24. Carta para Jane (Godard & Gorin, 1972)
25. Em busca do ouro (Chaplin, 1925)
26. My darling Clementine (Ford, 1946)
27. Rastros de ódio (Ford, 1955)
28. A paixão de Joana d'Arc (Dreyer, 1928)
29. La terra treme (Visconti, 1948)
30. O leopardo (Visconti, 1963)
31. Luzes da cidade (Chaplin, 1931)
32. Oito e meio (Fellini, 1963)
33. Desencanto (Lean, 1945)
34. O tesouro de Sierra Madre (Huston, 1948)
35. As férias do Sr. Hulot (Tati, 1953)
36. O homem de Aran (Flaherty, 1934)
37. Pickpocket (Bresson, 1959)
38. Pierrot le fou (Godard, 1965)
39. M, o vampiro de Dusseldorf (Lang, 1931)
40. Um cão andaluz (Buñuel, 1928)
41. Jules et Jim (Truffaut, 1962)
42. Soberba (Welles, 1942)
43. Rocco e seus irmãos (Visconti, 1960)
44. Quanto mais quente melhor (Wilder, 1959)
45. O boulevard do crime (Carné, 1945)
46. Terra em transe (Glauber Rocha, 1967)
47. Vidas secas (Nelson Pereira dos Santos, 1963)
48. Os amantes crucificados (Mizoguchi, 1954)
49. O terceiro homem (Reed, 1949)
50. O grito (Antonioni, 1957)


OS 50 MELHORES FILMES BRASILEIROS

1. Deus e o diabo na terra do sol (Glauber Rocha, 1964)
2. Terra em transe (Glauber Rocha, 1967)
3. Vidas secas (Nelson Pereira dos Santos, 1963)
4. O bandido da luz vermelha (Rogério Sganzerla, 1968)
5. Cabra marcado para morrer (Eduardo Coutinho, 1984)
6. Porto das Caixas (Paulo César Saraceni, 1962)
7. O padre e a moça (Joaquim Pedro de Andrade, 1966)
8. Assuntina das Amérikas (Luiz Rosemberg Filho, 1975)
9. São Bernardo (Leon Hirzsman, 1972)
10. Os fuzis (Ruy Guerra, 1963)
11. Memórias do cárcere (Nelson Pereira dos Santos, 1984)
12. A hora e a vez de Augusto Matraga (Roberto Santos, 1966)
13. O país de São Saruê (Vladimir Carvalho, 1971)
14. Blablablá (André Tonacci, 1968), curta
15. Tudo bem (Arnaldo Jabor, 1978)
16. Limite (Mário Peixoto, 1931)
17. Ganga bruta (Humberto Mauro, 1932)
18. Couro de gato (Joaquim Pedro de Andrade, 1960), curta
19. LavourArcaica (Luiz Fernando Carvalho, 2001)
20. Terra estrangeira (Walter Salles & Daniela Thomas, 1995)

E mais:
21. Garrincha, alegria do povo (Joaquim Pedro de Andrade, 1962)
22. Macunaíma (Joaquim Pedro de Andrade, 1969)
23. Baile perfumado (Lírio Ferreira & Paulo Caldas, 1997)
24. Tabu (Julio Bressane, 1982)
25. Edifício Master (Eduardo Coutinho, 2002)
26. Madame Satã (Karim Ainouz, 2002)
27. Nelson Freire (João Moreira Salles, 2003)
28. Rio, 40 graus (Nelson Pereira dos Santos, 1955)
29. O grande momento (Roberto Santos, 1958)
30. Câncer (Glauber Rocha, 1968-72)
31. Aruanda (Linduarte Noronha, 1960), curta
32. Imagens (Luiz Rosemberg Filho, 1972)
33. Mar de rosas (Ana Carolina, 1977)
34. Triste trópico (Arthur Omar, 1974)
35. Vocês (Arthur Omar, 1979), curta
36. Anahy de las Misiones (Sérgio Silva, 1997)
37. São Jerônimo (Julio Bressane, 1998)
38. O casamento (Arnaldo Jabor, 1975)
39. O dragão da maldade contra o santo guerreiro (Glauber Rocha, 1969)
40. Viagem ao fim do mundo (Fernando Campos, 1968)
41. Ônibus 174 (José Padilha, 2002)
42. Os cafajestes (Ruy Guerra, 1962)
43. Menino de engenho (Walter Lima Jr., 1963)
44. A grande cidade (Carlos Diegues, 1965)
45. São Paulo S/A (Luiz Sérgio Person, 1976)
46. Moacir - Arte bruta (Walter Carvalho, 2004)
47. Bang bang (André Tonacci, 1970)
48. Assalto ao trem pagador (Roberto Farias, 1962)
49. Dois córregos (Carlos Reichenbach, 1999)
50. Nem Sansão nem Dalila (Carlos Manga, 1954)


OS 50 MELHORES CURTAS,
POR ORDEM CRONOLÓGICA


1.
Vida de cão (Chaplin, 1918)
Ombro, armas! (Chaplin, 1918)
Entr'acte (Clair, 1924)
Um cão andaluz (Buñuel, 1928)
Terra sem pão (Buñuel, 1932)
Gente del Pò (Antonioni, 1943-7)
A study in choreography for camera (Deren, 1945)
Fireworks (Anger, 1947)
Guernica (Resnais, 1950)
Nuit et brouillard (Resnais, 1955)
Dois homens e um armário (Polanski, 1958)
Arraial do Cabo (Paulo César Saraceni & Mário Carneiro, 1959)
Couro de gato (Joaquim Pedro de Andrade, 1960)
Aruanda (Linduarte Noronha, 1960)
Labirinto (Lenica, 1962), animação
La jetée (Marker, 1963)
Breathdeath (VanDerBeek, 1964)
Blábláblá (André Tonacci, 1968)
79 primaveras (Alvarez, 1969)
Pai e filha (Wit, 2000), animação

2.
The high sign (Keaton & Cline, 1921)
Rithmus 21 (Richter, 1921)
Sinfonia diagonal (Eggeling, 1923)
Ballet mecanique (Leger, 1924)
Cinco minutos de cinema puro (Chomette, 1925)
A estrela do mar (Ray, 1928)
A propósito de Nice (Vigo, 1930)
Rainbow dance (Lye, 1936)
Os vizinhos (Mclaren, 1952), animação
Rythmetic (McLaren, 1955), animação
O balão vermelho (Lamorisse, 1956)
Le coup de Berger (Rivette, 1956)
O gordo e o magro (Polanski, 1961)
O pequeno western (Giersz, 1960), animação
Renaissance (Borowczyk, 1963), animação
A velha a fiar (Humberto Mauro, 1964)
A margarida (Dinov, 1965), animação
Pas de deux (McLaren, 1969), animação
Street musique (Larkin, 1972), animação
Di (Glauber Rocha, 1976)
A pedra da riqueza (Vladimir Carvalho, 1976)
Vocês (Arthur Omar, 1979)
Leucemia (Noilton Nunes, 1979)
Meow! (Marcos Magalhães, 1982), animação
O eclipse (Antônio Moreno, 1985), animação
O homem que plantava árvores (Back,1987), animação
The food (Svankmajer, 1992), animação
The end (Landreth, 1995), animação
O velho e o mar (Petrov, 1999), animação
Ryan (Landreth, 2004), animação



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Sábado, Março 11, 2006

 
BALAIO INCOMUN 1699
Uma folha porreta desde 1986
Natal, 12 de março de 2006



Balaio, Ano 20 (19/20)
40 anos de vivências cariocas
20 MOMENTOS EXCEPCIONAIS NO RIO
vividos por um nordestino do Seridó


* O apogeu da Geração Paissandu (1966-69)
* A fundação do poema/processo (1967)
* O rei da vela, pelo Grupo Oficina, e O & A, pelo TUCA-SP, no João Caetano (1968)
* A passeata dos 100 mil, da Cinelândia à Candelária (1968)
* 2001: uma odisséia no espaço, de Stanley Kubrick (1968)
* Decisão no Maraca: Fluminense 3 x 2 Flamengo (1969), campeão carioca
* Decisão no Maraca: Fluminense campeão brasileiro (1970)
* O primeiro livro: A explosão criativa dos quadrinhos (1970)
* O ingresso no Departamento de Comunicação da Universidade Federal Fluminense (1971)
* A militância na Política Operária Marxista-Leninista (1972-82)
* O apogeu na Revista de Cultura Vozes (1973-78)
* Assuntina das Amérikas, de Luiz Rosemberg Filho, na Cinemateca-MAM (1977)
* Objetos verbais, poemas/processo (1979)
* A militância no Partido dos Trabalhadores (1980-94)
* Decisões no Maraca: Fluminense, bicampeão carioca e campeão brasileiro pela segunda vez (1984)
* O nascimento de ANA MORENA (1986)
* Lançamento do Balaio (1986)
* A campanha presidencial de Lula (1989)
* O nascimento de ISADORA (1990)
* O lançamento de Chico Doido de Caicó, no Balaio (1991)



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Sexta-feira, Março 10, 2006

 
BALAIO INCOMUN 1698b
Edição-convite
Natal, 10 de março de 2006



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O Sebo Vermelho e a Livraria Siciliano convidam
para o lançamento do
Almanaque do Balaio, de Moacy Cirne

Um Almanaque como nos velhos tempos:
Informações / Curiosidads / Poemas / Horóscopos
Dicas literárias, musicais e cinematográficas
Humor & Política / Seridós, Potengis e Trovoadas


Um livro para ser cheirado

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Local: Livraria Siciliano | Natal Xópim | Av. Salgado Filho
Data: 17-03-2006 (próxima sexta)
Hora: A partir das 19h

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Quinta-feira, Março 09, 2006

 
BALAIO INCOMUN 1697
Uma folha porreta desde 1986
Natal, 9 de março de 2006



Memória
1986/1996: Dez Anos de
Balaio
DEZ FILMES QUE EU GOSTARIA DE VER

Dura lex (Kulechov, 1926)
O rio da vida (Borzage, 1928)
Vive-se uma só vez (Lang, 1937)
Gente del Pò (Antonioni, 1943-47), curta
Canção da estrada (Ray, 1955)
Ordet (Dreyer, 1955)
Shadows (Cassavetes, 1960)
Um filme como os outros (Godard, 1968)
Lições de história (Straub, 1972)
A mãe e a puta (Eustache, 1973)

[ in Balaio 858, de 11 de julho de 1996 ]

Nota 2006:
Desses 10, vi os seguintes (por ordem qualitativa, segundo a minha avaliação crítico-poético-caicoense-esporrenta):
1. Ordet ***
2. Canção da estrada **
3. Shadows **
4. Gente del Pò **
5. Vive-se uma só vez *
6. Um filme como os outros *
Cotações: *** (Excelente); ** (Ótimo); * (Especialmente bom).



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Terça-feira, Março 07, 2006

 
BALAIO INCOMUN 1696
Uma folha porreta desde 1986
Natal, 8 de março de 2006



Balaio, Ano 20 (18/20)
20 DISCOS DE MÚSICA: MOMENTOS MARCANTES

1. Vésperas da Virgem, de Monteverdi, por Jordi Savall (e/ou por John Eliot Gardiner)
2. Missa em Si Menor, de Bach, por Nikolaus Harnoncourt
3. O cravo bem temperado, de Bach, por Gustav Leonhardt (e/ou por Kenneth Gilbert)
4. Cantigas de Santa Maria, de Alfonso X [col.], por Alla Francesca (e/ou por Jordi Savall)
5. Quarteto As dissonâncias, n. 19, K465, de Mozart, por Juilliard String Quartet
6. Quartetos russos, op. 33, de Haydn, por Quatuor Mosaiques
7. Lições de trevas, de Charpentier, por René Jacobs, William Christie & outros
8. El cant de la Sibil-la, de autores anônimos, por Jordi Savall
9. Suítes para violoncelo, de Bach, por Anner Bylsma (e/ou por Pierre Fournier)
10. Concertos de Brandenburgo, de Bach, por Nikolaus Harnoncourt (e/ou por Trevor Pinnock)
11. Peças de viola do IV Livro, de Marais, por Jordi Savall, Ton Koopman e H. Smith
12. Quarteto n. 14, op. 131, de Beethoven, por Quatuor Végh
13. Cantatas, de Bach, por Nikolaus Harnoncourt & Gustav Leonhardt
14. Concerto para clarinete, K622, de Mozart, por Karl Bohm & Alfred Prinz
15. Quinteto com clarinete, K581, de Mozart, por Quatuor Mosaiques & Wolfgang Meyer (e/ou por Gabrieli String Quartet & Thea King)
16. Livro VIII dos Madrigais, de Monteverdi, por Rinaldo Alessandrini
17. Sinfonia n. 3 - Eroica, de Beethoven, por Pierre Monteux (e/ou por Nikolaus Harnoncourt)
18. A sagração da primavera, de Stravinsky, por Pierre Boulez
19. Missa de Nossa Senhora, de Machaut, por Andrew Parrot
20. Troubadours, de autores anônimos, por René Clemencic

E mais:
21. Viagem de inverno, op. 89, de Schubert, por D.-F. Dieskau & Gerald Moore
22.Quinteto para clarineta e cordas, op. 115, de Brahms, por Alban Berg Quartet
23. A love supreme, de John Coltrane
24. Kind of blue, de Miles Davis
25. The Quintet, de Parker, Gillespie, Powell, Mingus e Roach
26. Vibrações, de Jacob do Bandolim
27. Vivaldi & Pixinguinha, de Radamés Gnattali & Camerata Carioca
28. 50 anos de chão, de Luiz Gonzaga
29. Romançal, de Antônio Madureira
30. Choros imortais, de Altamiro Carrilho
31. A arte livre de Hermeto Paschoal, de Hermeto Paschoal
32. Sivuca & Rosinha de Valença, de Sivuca & Rosinha de Valença
33. Na quadrada das águas perdidas, de Elomar
34. Memórias - Chorando, de Paulinho da Viola
35. Pisando em brasa, de Canhoto da Paraíba
36. Bachianas brasileiras, n. 5, de Villa-Lobos, por Heitor Villa-Lobos



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Segunda-feira, Março 06, 2006

 
BALAIO INCOMUN 1695
Uma folha porreta desde 1986
Natal, 7 de março de 2006



Repeteco
TRÊS POEMAS
de CHICO DOIDO DE CAICÓ
(1922-1991)

( * )

Minas Gerais gerais
De lugares comuns alterosos
Minas onde viveu Zé Bezerra Gomes
Escrevendo romances
Queimando versos
E trepando feito um doido
Minas, o povo de Minas,
Nunca vi um povo tão mineiro.

( ** )

Gosto de mulher de tudo que é jeito
Até das muito bonitas
Que não sabem foder muito bem
E até mesmo daquelas
Que nunca deram o xibiu
Para o meu consumo.

( *** )

Uma talagada de cana
Uma amizade bacana
Uma buceta sacana
Pra que mais?
Pra que mais?
Uma poesia carnuda
Uma palavra cabeluda
Uma jovem bucetuda
Pra que mais?
Pra que mais?


Tesourapress
HUMOR CELESTIAL

O garotinho chega para seu pai e começa:
- Papai! Deus é homem ou mulher?
- Bem... meu filho... Deus é... é homem... mas também é mulher...
- Papai! Deus é branco ou preto?
- É... olha, filho... Deus... é branco... e... e também é preto...
- Pai! Deus gosta de crianças?
- Sim, filho! Claro que Ele gosta de crianças!
- Nossa, papai! Então Deus é o Michael Jackson!

[ in Contra o Vento ]



ALMANAQUE DO BALAIO NO PRELO

O Sebo Vermelho, de Natal, lançará, na próxima semana, o nosso livro Almanaque do Balaio, uma coletânea dos 20 anos do jornalzine que marcou o IACS, da UFF, em Niterói, a partir de 1986. O local ainda não está definido, pois recusamos lançá-lo num certo xópim de nome americanizado, nas proximidades do antigo cabaré de Rita Loura, no bairro de Lagoa Nova. Só o faríamos se no convite constasse uma das seguintes opções de endereço: (a) Xópim Me Dei Mal, (b) Xópim Midi Vai Mal, (c) Xópim Meio do Caminho, (d) Xópim situado na Rua Salgado Filho, nº tal, loja tal.

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BALAIO INCOMUN 1694
Uma folha porreta desde 1986
Natal, 6 de março de 2006



RECORDANDO O BALAIO PORRETA

BALAIO PORRET@ 0072
Rio, 9 de janeiro de 2002


POEMA/PROCESSO [] POESIA CONCRETA

Garrincha [] Pelé
Hermeto Paschoal [] João Gilberto
Glauber Rocha [] Walter Hugo Khouri
Natal / Rio / Olinda [] SP / Brasília / BH
Rio Potengi [] Rio Tietê
Leila Diniz [] Martha Rocha
Mangueira [] X-9
Fla x Flu [] Santos x Corínthians
Jesuíno Brilhante [] Lampião
Gregório de Matos [] Castro Alves
Zé Limeira [] Leandro Gomes de Barros
Malhada Vermelha [] Velho Barreiro
Carne de sol [] Pizza
Sucos do norte [] Milk-shake
Caldo de cana [] Coca-cola
Rapadura [] Adoçante
Aurora [] Crepúsculo
Câmara Cascudo [] Gilberto Freyre
Pós-tudo [] Ex-tudos
Signagem [] Linguagem
Processo/Significação [] Estrutura/Conteúdo
Poema: matriz e projeto [] Poesia: forma e função



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Domingo, Março 05, 2006

 
BALAIO INCOMUN 1693
Uma folha porreta desde 1986
Natal, 5 de março de 2006



UM GRANDE PROGRAMA PARA HOJE À NOITE

Em janeiro de 1953, no Cine Rio Grande, um dos símbolos culturais da Natal dos anos 50 e 60, entrei em contato com o maior cômico da cinematografia nacional, em todos os tempos: OSCARITO (cujo nome completo era Oscar Lorenzo Jacinto de la Inmaculada Concepción Teresa Díaz), que nasceu na cidade de Málaga (Andaluzia, Espanha), em 16 de agosto de 1906, tendo chegado ao Brasil com um ano de idade, e falecido na gloriosa cidade do Rio de Janeiro, em 4 de agosto de 1970. O filme chamava-se Barnabé, tu és meu. Nunca mais o revi. Acredito que rever um de seus filmes, hoje à noite, seria um excelente programa; para quem gosta de cinema, nada melhor. A não ser que se prefira algum clássico mais burilado e/ou mais sofisticado. De minha parte, confesso certa dúvida. Mas irei a uma locadora da cidade, para verificar se existe algum Oscarito disponível. Caso contrário, verei A infância de Ivan, de Tarkóvski. Ou reverei Sonata de outuno, de Bergman.

FILMOGRAFIA do popular ator, que, junto com Grande Otelo, levava multidões ao cinema. Os prováveis melhores e/ou mais interessantes títulos aparecem em itálico, na dependência de releituras & revisões para uma avaliação mais precisa:

1 - A VOZ DO CARNAVAL
Cinédia, 1933. Argumento de Joracy Camargo - Direção de Adhemar Gonzaga e Humberto Mauro. Semidocumentário apresentando cenas posadas em estúdio e cenas reais de carnaval. Oscarito e Margot Louro aparecem, como figurantes, no baile das atrizes.

2 - NOITES CARIOCAS
Uiara, 1935. Argumento de L.Gianetti - Roteiro de Enrique Cadicamo, Luís Iglesias e Jardel Jércolis - Direção de Enrique Cadicamo. Com Mesquitinha, Lódia Silva, Carlos Viván, Maria Luisa Palomero, Olavo de Barros, Oscarito, Manuel Vieira, Grande Otelo, Jardel Jércolis.

3 - ALÔ, ALÔ, CARNAVAL
Waldow-Cinédia, 1935. Argumento de João de Barro e Alberto Ribeiro - Direção de Adhemar Gonzaga. Com Barbosa Júnior, Pinto Filho, Jaime Costa, Oscarito, e, em números musicais, Almirante, Francisco Alves, Lamartine Babo, Luís Barbosa, Dircinha Batista, Aurora Miranda, Carmen Miranda, Jorge Murad, Mário Reis, Joel e Gaúcho, Irmãs Pagãs, Bando da Lua.

4 - BOMBONZINHO
Sonofilms, 1938. Direção, argumento e roteiro de Joracy Camargo (baseado na homônima peça teatral de Joracy Camargo). Com Mesquitinha, Dircinha Batista, Oscarito, Palmeirim Silva, Conchita de Moraes, Lu Marival, Nilza Magrassi, Custódio Mesquita, Batista Júnior.

5 - BANANA DA TERRA
Sonofilms, 1938. Argumento de João de Barro e Mário Lago - Direção de Rui Costa. Com Dircinha Batista, Oscarito, Aloísio de Oliveira, Lauro Borges, Jorge Murad, Neide Martins e, em números musicais, Almirante, Linda Batista, Carlos Galhardo, Aurora Miranda, Carmen Miranda, Orlando Silva, Alvarenga e Bentinho, Bando da Lua.

6 - ESTÁ TUDO AÍ
Cinédia. 1939. Argumento de Marques Porto e Paulo Orlando - Roteiro de Marques Porto e Mesquitinha - Direção de Mesquitinha, que também trabalhou como ator, ao lado de Alma Flora, Abel Pêra, Apolo Correia, Paulo Gracindo, Deo Maia, Oscarito, Nilza Magrassi, Violeta Ferraz.

7 - CÉU AZUL
Sonofilms, 1940. Direção e roteiro de Rui Costa. Com Jaime Costa, Heloisa Helena, Oscarito, Déa Selva, Arnaldo Amaral, Laura Suarez, Grande Otelo e, em números musicais, Francisco Alves, Linda Batista, Sílvio Caldas, Virginia Lane, Alvarenga e Ranchinho, Joel e Gaúcho.

8 - O DIA É NOSSO
Cinédia. 1941. Direção e argumento de Milton Rodrigues - Roteiro de Milton Rodrigues e José Lins do Rego. Com Genésio Arruda, Oscarito, Paulo Gracindo, Nelma Costa, Roberto Acácio, Pinto Filho, MAnuel Rocha, Ferreira Maia, Janir Martins, Pedro Dias, Brandão Filho, Sady Cabral.

9 - VINTE E QUATRO HORAS DE SONHO
Cinédia, 1941. Argumento de Joracy Camargo - Direção e roteiro de Chianca de Garcia. Com Dulcina de Morais, Aristóteles Pela, Laura Suárez, Átila de Morais, Sara Nobre, Sady Cabral, Silvino Neto, Paulo Gracindo, Oscarito, Janir Martins, Ferreira Maia, Pedro Dias.

10 - TRISTEZAS NÃO PAGAM DÍVIDAS
Atlântida, 1943. Argumento e roteiro de Rui Costa - Direção de Rui Costa e José Carlos Burle. Com Oscarito, Ítala Ferreira, Grande Otelo, Jaime Costa, Renato Restier Júnior, Dilu Dourado, Antônio Spina e, em números musicais, Ataulfo Alves, Manezinho Araújo, Linda Batista, Blackout, Emilinha Borba, Sílvio Caldas, Joel e Gaúcho.

11 - GENTE HONESTA
Atlântida, 1944. Roteiro de Mocyr Fenelon e Mário Brasini, baseado na peça teatral de Amaral Gurgel - Direção de Moacyr Fenelon. Com Oscarito, Vanda Lacerda, Mário Brasini, Lídia Matos, Humberto Catalano, Milton Carneiro, Murilo Lopes.

12 - NÃO ADIANTA CHORAR
Atlândida, 1945. Argumento de Watson Macedo, Eurico Silva e Alinor Azevedo - Direção e roteiro de Watson Macedo. Com Oscarito, Grande Otelo, Mary Gonçalves, Madame Lou, Humberto Catalano, Renato Restier Júnior, Dircinha Batista, Hortência Santos e, em números musicais, Linda Batista, Emilinha Borba, Sílvio Caldas, Marion, Ciro Monteiro, Alvarenga e Ranchinho, Namorados da Lua (com Lúcio Alves).

13 - FANTASMA POR ACASO
Atlântida. 1946. Argumento de José Cajado Filho e Carlos Eugênio - Roteiro de José Cajado Filho, Moacyr Fenelon e Paulo Vanderlei - Direção de Moacyr Fenelon. Com Oscarito, Mário Brasini, Vanda Lacerda, Mary Gonçalves, Luísa Barreto Leite, Mara Rúbia, Renata Fronzi e, em números musicais, Nélson Gonçalves e Ciro Monteiro.

14 - ESTE MUNDO É UM PANDEIRO
Atlântida, 1947. Argumento de Watson Macedo e Hélio de Soveral - Direção e roteiro de Watson Macedo. Com Oscarito, Marion, Humberto Catalano, Alberto Ruschel, Olga Latour, Iolanda Fronzi, César Fronzi, Gringo do Pandeiro, Ciro Monteiro, Bob Nelson, José Vasconcelos e, em números musicais, Luís Bonfá, Emilinha Borba, Carmem Brown, Nélson Gonçalves, Luís Gonzaga, Grande Otelo, Alvarenga e Ranchinho, Joel e Gaúcho, Namorados da Lua (com Lúcio Alves), Quitandinha Serenaders (com Alberto Ruschel).

15 - ASAS DO BRASIL
Atlântida, 1947. Argumento de Raul Roulien - Roteiro de Alinor Azevedo - Direção de Moacyr Fenelon. Com Celso Guimarães, Mary Gonçalves, Paulo Porto, Oscarito, Dulce Martins, Lourdinha Bittencourt, Alma Flora, Saint-Clair Lopes, Álvaro Aguiar, Mário Lago, Violeta Ferraz, Osvaldo Loureiro.

16 - É COM ESTE QUE EU VOU
Atlântida, 1948. Argumento de José Carlos Burle, Carlos Eugènio e Paulo Vanderlei - Roteiro de José Carlos Burle e Paulo Vanderlei - Direção de José Carlos Burle. Com Oscarito, Humberto Catalano, Marion, Grande Otelo, Heloisa Helena, Alberto Ruschel, Diná Mezzomo, Solange França, Antônio Spina, Jorge Murad, Mara Rúbia e, em números musicais, Luís Bonfá, Emilinha Borba, Carmem Brown, Horacina Correia, Luís Gonzaga, Ciro Monteiro,, Bob Nelson, Alvarenga e Ranchinho, Quitandinha Serenaders (com Alberto Ruschel).

17 - FALTA ALGUÉM NO MANICÔMIO
Atlântida, 1948. Argumento de Hélio de Soveral - Direção e roteiro de José Carlos Burle. Com Oscarito, Vera Nunes, Modesto de Sousa, Rocir Silveira, Luísa Barreto Leite, Sérgio de Oliveira, Ceci Medina, Ruth de Souza, Grijó Sobrinho

18 - E O MUNDO SE DIVERTE
Atlântida, 1948. Argumento de Watson Macedo, Max Nunes e Hélio de Soveral - Direção e roteiro de Watson Macedo. Com Oscarito, Grande Otelo, Humberto Catalano, Modesto de Sousa, Eliana Macedo, Madame Lou, Alberto Ruschel e, em números musicais, Horacina Correia, Luís Gonzaga, Alvarenga e Ranchinho, Quitandinha Serenaders (com Alberto Ruschel).

19 - O CAÇULA DO BARULHO
Atlântida, - 1948. Direção e argumento de Ricardo Freda - Roteiro de Alinor Azevedo. Com Oscarito, Anselmo Duarte, Giana Maria Canale, Grande Otelo, Luís Tito, Beyla Genauer.

20 - CARNAVAL NO FOGO
Atlântida, 1949. Argumento e roteiro de Alinor Azevedo, Anselmo Duarte e Watson Macedo - Direção de Watson Macedo. Com Oscarito, Grande Otelo, Anselmo Duarte, Modesto de Sousa, Eliana Macedo, José Lewgoy, Marion, Rocir Silveira, Jece Valadão e, em números musicais, Francisco Carlos, Jorge Goulart e Bené Nunes.

21 - AVISO AOS NAVEGANTES
Atlântida, 1950. Direção e argumento de Watson Macedo - Roteiro de Watson Macedo e Alinor Azevedo. Com Oscarito, Grande Otelo, Anselmo Duarte, Eliana Macedo, José Lewgoy, Adelaide Chiozzo e, em números musicais, Emilinha Borba, Francisco Carlos, Ivon Cúri, Jorge Goulart e Bené Nunes.

22 - AÍ VEM O BARÃO
Atlântida, 1951. Argumento e roteiro de José Cajado Filho e Watson Macedo - Direção de Watson Macedo. Com Oscarito, José Lewgoy, Cyll Farney, Eliana Macedo, Ivon Cúri, Luísa Barreto Leite, Adelaide Chiozzo.

23 - BARNABÉ, TU ÉS MEU
Atlântida, 1951. Argumento de Berliet Júnior e Victor José Lima - Direção e roteiro de José Carlos Burle. Com Oscarito, Grande Otelo, Fada Santoro, Cyll Farney, José Lewgoy, Renato Restier, Adelaide Chiozzo, Pagano Sobrinho e, em números musicais, Emilinha Borba, Francisco Carlos, Marion, Bené Nunes, Os Cariocas, Ruy Rey e sua orquestra.

24 - TRÊS VAGABUNDOS
Atlântida, 1952. Argumento de Berliet Júnior e Victor José Lima - Roteiro de Berliet Júnior, Victor José Lima e José Carlos Burle - Direção de José Carlos Burle. Com Oscarito, Grande Otelo, Cyll Farney, Ilka Soares, José Lewgoy, Josete Bertal, Renato Restier, Rosa Sandrini

25 - CARNAVAL ATLÂNTIDA
Atlântida, 1952. Argumento de Berliet Júnior e Victor José Lima - Roteiro de Berliet Júnior, Victor José Lima e José Carlos Burle - Direção de José Carlos Burle. Com Oscarito, Grande Otelo, Cyll FArney, Eliana Macedo, José Lewgoy, Maria Antonieta Pons [uma rumbeira que fazia o maior sucesso em Caicó], Colé Santana, Iracema Vitória, Renato Restier, Wilson Grey, Carlos Alberto e, em números musicais, Blackout, Francisco Carlos, Nora Ney, além da já citada Maria Antonieta Pons.

26 - DUPLA DO BARULHO
Atlântida, 1953. Argumento e roteiro de Victor José Lima e Carlos Manga - Direção de Carlos Manga. Com Oscarito, Grande Otelo, Edite Morel, Mara Abrantes, Renato Restier, Wilson Grey, Madame Lou, Átila Iório, Ambrósio Fregolente e, em participação especial, Gregório Barrios.

27 - NEM SANSÃO NEM DALILA
Atlântida, 1953. Argumento e roteiro de Victor José Lima - Direção de Carlos Manga. Com Oscarito, Fada Santoro, Cyll Farney, Eliana Macedo, Carlos Cotrim, Wilson Grey, Wilson Viana, Sérgio de Oliveira. [Para o Balaio, o seu melhor filme.]

28 - MATAR OU CORRER
Atlântida, 1954. Argumento e roteiro de Amleto Daissé e Victor José Lima - Direção de Carlos Manga. Com Oscarito, Grande Otelo, José Lewgoy, Renato Restier, John Herbert, Julie Bardot, Wilson Grey, Wilson Viana, Inalda de Carvalho, Altair Vilar, Valdo César.

29 - GUERRA AO SAMBA
Atlântida, 1955. Argumento e roteiro de Cajado Filho - Direção de Carlos Manga. Com Oscarito, Eliana Macedo, Cyll Farney, Renato Restier, Margot Louro, Ítala Ferreira e, em números musicais, Dircinha Batista, Blackout, Emilinha Borba, Isaurinha Garcia, Jorge Goulart, Virginia Lane, Nora Nei, Bené Nunes, Trio de Ouro.

30 - O GOLPE
Atlântida, 1955. Baseado em peça teatral de Mário Lago e José Wanderley - Direção e roteiro de Carlos Manga - Com Oscarito, Violeta Ferraz, Renato Restier, Miriam Tereza, Adriano Reis, Margot Louro, Afonso Stuart.

31 - VAMOS COM CALMA
Atlântida, 1956. Roteiro de Cajado Filho e Carlos Manga, baseado na peça teatral "Cabeça-de-porco", de Luís Iglesias e Miguel Santos - Direção de Carlos Manga. Com Oscarito, Eliana Macedo, Cyll Farney, Margot Louro, Wilson Grey, Wilson Viana, Maurício Sherman e, em números musicais, Esther de Abreu, Ataulfo Alves, Blackout, Emilinha Borba, Jorge Goulart, Nora Ney, Ed Lincoln e sua orquestra.

32 - PAPAI FANFARRÃO
Atlântida, 1956. Roteiro de Cajado Filho, baseado na peça teatral de Mário Lago e José Wanderley - Direção de Carlos Manga. Com Oscarito, Cyll Farney, Miriam Tereza, Margot Louro, Afonso Stuart, Sara Nobre, Berta Loran, Alfredo Viviani

33 - COLÉGIO DE BROTOS
Atlântida, 1956. Argumento de Demerval Costa Lima - Roteiro de Cajado Filho e Alinor Azevedo - Direção de Carlos Manga. Com Oscarito, Cyll Farney, Inalda de Carvalho, Francisco Carlos, Miriam Tereza, Badaró, Grijó Sobrinho, Margot Louro, Afonso Stuart, Renato Restier, Augusto César, Celeneh Costa, Elizabeth Gasper, Daniel Filho.

34 - DE VENTO EM POPA
Atlântida, 1957. Roteiro de Cajado Filho - Direção de Carlos Manga. Com Oscarito, Doris Monteiro, Cyll Farney, Sonia Mamed, Margot Louro, Nelson Vaz, Eloína, Vicente Marchelli, Zezé Macedo, Grijó Sobrinho.

35 - TREZE CADEIRAS
Atlântida, 1957. Roteiro de Cajado Filho, baseado no romance de Ilia Ilf e E.Petrov - Direção de Franz Eichhorn. Com Oscarito, Renata Fronzi, Zé Trindade, Grijó Sobrinho, Rosa Sandrini, Zezé Macedo.

36 - ESSE MILHÃO É MEU
Atlântida, 1958. Argumento de Cajado Filho - Direção de Carlos Manga. Com Oscarito, Sonia Mamed, Francisco Carlos, Miriam Tereza, Afonso Stuart, Margot Louro, Zezé Macedo, Armando Nascimento, Augusto César.

37 - O HOMEM DO SPUTINIK
Atlântida, 1958. Argumento e roteiro de Cajado Filho - Direção de Carlos Manga. Com Oscarito, Cyll Farney, Norma Benguell, Neide Aparecida, Amilton Ferreira, Zezé Macedo, César Viola, Grijó Sobrinho, Ambrósio Fregolente, João Labanca, Jô Soares

38 - O CUPIM
Atlântida, 1959. Argumento e roteiro de Cajado Filho - Direção de Carlos Manga. Com Oscarito, Sonia Mamed, MArgot Louro, Renato Restier, Augusto César, César Viola, Marilu Bueno, Rosa Sandrini.

39 - PINTANDO O SETE
Atlântida, 1959. Argumento de Osvaldo Sampaio - Roteiro de Cajado Filho - Direção de Carlos Manga. Com Oscarito, Cyll Farney, Sonia Mamed, Ilka Soares, Maria Pétar, Antônio Carlos, Grijó Sobrinho, Vera Regina, Ema D'Ávila

40 - DOIS LADRÕES
Atlântida, 1960. Argumento e roteiro de Cajado Filho - Direção de Carlos Manga. Com Oscarito Cyll Farney, Eva Todor, Jaime Costa, Ema D'Ávila, Jaime Filho, Irma Álvarez.

41 - CACARECO VEM AÍ / DUAS HISTÓRIAS
Atlântida, 1960. Argumento de Chico Anísio - Roteiro de Sanin Cherques e Carlos Manga - Direção de Carlos Manga. Com Oscarito, Cyll Farney, Sonia Mamed, Odete Lara, Jaime Filho, Chico Anísio, Duarte de Morais, Grijó Sobrinho.

42 - OS APAVORADOS
Atlântida. 1962. Argumento e roteiro de Cajado Filho - Direção de Ismar Porto. Com Oscarito, Vagareza, Nair Belo, Adriano Reis, Maria Pétar, Isabela, César Viola, Nena Nápoli.

43 - ENTRE MULHERES E ESPIÕES
Atlântida, 1961. Argumento de Marcos Rei - Roteiro de Cajado Filho - Direção de Carlos Manga. Com Oscarito, Vagareza, Rose Rondelli, Marli Bueno, Modesto de Sousa, Paulo Celestino, Matinhos.

44 - CRÔNICA DA CIDADE AMADA
Serrano / Art Filmes, 1965. Episódio "Receita de domingo" - Argumento de Paulo Mendes Campos - Roteiro de Carlos Hugo Christensen e Millôr Fernandes - Direção de Carlos Hugo Christensen. Com Oscarito, Liana Duval, Millôr Fernandes.

45 - A ESPIÃ QUE ENTROU EM FRIA
Cinedistri. 1967. Argumento de Wilson Vaz - Direção e roteiro de Sanin Cherques. Com Agildo Ribeiro, Carmen Verônica, Jorge Loredo, Afonso Stuart, Tania Scher, Dedé Santana, Esmeralda Barros, Zelia Martins, aparecendo em cenas inesperadas Oscarito, Anselmo Duarte, Cyll Farney, Norma Benguell, Jece Valadão, Sanin Cherques, Neide Aparecida.

46 - JOVENS PRA FRENTE
Ultra / Urânio, 1968. Direção, argumento e roteiro de Alcino Diniz. Com Rosemary, Oscarito, Jair Rodrigues, Heloisa Helena, Màrio Brasini, Clara Nunes, Emiliano Queiroz, Antônio Patiño.

47 - ASSIM ERA A ATLÂNTIDA
Atlântida, 1975. Direção, produção e roteiro de Carlos Manga. Antologia de trechos das produções da Atlântida entre 1946-1959.

Filmografia e créditos estabelecidos pelo sítio CinemaBrasileiro.Net.



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Sábado, Março 04, 2006

 
BALAIO PORRETA
Natal, 4 de março de 2006


ACONTECEU EM VENHA VER
(RN)

Segundo os freqüentadores do Sebo Vermelho, em Natal, o fato narrado a seguir aconteceu na cidade potiguar de Venha Ver, situada no Oeste do Estado, há coisa de oito ou dez anos.

Vamos à estória:

Doralice era uma bela jovem, cuja morenice transformava-se em colírio para os marmanjos de todas as idades. Pois bem: Doralice, contrariando os pais, resolveu conhecer a capital norte-rio-grandense. E aqui ficou um mês inteiro, no bairro do Alecrim, na casa de uma velha tia. Ao voltar para Venha Ver, o pai, mais desconfiado do que nunca, na falta de um médico amigo, solicitou ao Delegado que examinasse a filha e desse um parecer oficial sobre a donzelice da querida filhota, com seus 17 aninhos.
Meia hora depois, o Delegado apresentava o seguinte parecer:

Examinando as partes vaginais de Doralice, filha de Seu Hermógenes, não encontramos nenhum sinal de defloramento. Porém, examinando as partes rabinais da dita cuja encontramos manchas escuras, que tudo indica ser resultado de pancada muito bem dada de caralho duro.


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BALAIO INCOMUN 1692
Uma folha porreta desde 1986
Natal, 4 de março de 2006



Repeteco
Memória 1933
A PROPOSTA POLÍTICA DE UM CANDIDATO A PREFEITO


O fato aconteceu em Mossoró, RN, em 1933, e se encontra narrado no livro Um estado de "graça", de Celso da Silveira. O candidato a prefeito Pedro Artur da Silveira Martins se apresentou com a seguinte plataforma política:

1. Comprarei um carro fúnebre a fim de que os defuntos tenham mais conforto;
2. Mandarei construir banheiros públicos dentro do rio para acabar com o nu aquático;
3. Determinarei a construção de mictórios públicos, separando os homens das mulheres;
4. Não permitirei mais as conhecidas exibições jumentícias no meio da rua, pois mandarei recolher os animais ao curral da Prefeitura, ficando isolados dos outros bichos;
5. Por motivos óbvios, mandarei riscar o 24 do número do Jogo do Bicho.

Ao que consta, o Sr. Pedro Artur não se elegeu.


DOIS SERTANEJOS E UM AVIÃO

Aconteceu por volta de 1951-52, no interior do Maranhão. A história é contada pelo potiguar Osvaldo Lamartine de Faria. Num campo de pouso dois sertanejos observavam, "desconfiados e curiosos", um avião bi-motor, com 10 lugares e bastante espaço para coisas e mais coisas, pronto para levantar vôo, depois que o piloto e os passageiros voltassem a seus lugares. Mas vamos ao relato de Osvaldo:
"O comandante voltou à cabine, subiram os passageiros, aeronave na cabeça da pista, aceleração, corrida e decolagem. Aí um disse para o outro:
-- Cumpadre, cuma é que aquele condenado assobe cum todo aquele peso?!!!
-- E você não viu? Ele toma carreira desembestada inté faltá terra nos pés...".

[ in Em alpendres d'Acauã; conversa com Osvaldo Lamartine de Faria. Natal: Imprensa Universitária: Fundação José Augusto, 2001, p.43 ]



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Sexta-feira, Março 03, 2006

 
BALAIO PORRETA
Natal, 3 de março de 2006



COTAÇÕES DO BALAIO
*** Excelente
** Ótimo
* Especialmente bom
/-/ De regular para bom
/o/ Fraco
[R] Revisão/Releitura

Filmes:
[R] A bela do palco *** (Eyre, 2004), em dvd
[R] As bicicletas de Belleville ** (Chiomet, 2003), animação, em dvd
[R] As amigas ** (Antonioni, 1955), na tv
O segredo de Vera Drake * (Leigh, 2004), em dvd

Quadrinhos:
[R] Blues *** (Crumb, 2004 |Conrad, 2004|)
Ero-Guro /-/ (Maruo, 1997 |Conrad 2005|)

Discos:
Nove de Frevereiro *** (Antonio Nóbrega, 2005)
[R] Ele e eu ** (Zé da Velha & Silvério Pontes, 2002)


SALVE, SALVE! FRASQUEIRÃO

Ontem à noite, aqui em Natal, finalmente conheci o Frasqueirão, o simpático e charmoso estádio do ABC Futebol Clube, "o campeão das multidões, orgulho da terra potiguar", um dos dois decampeõaes do país (o outro é o América Mineiro). Com capacidade para 12 mil torcedores, podendo aumentar para 18 mil, a curto prazo, o Frasqueirão permite uma esplêndida visão do jogo. Resultado da partida disputada pelo Estadual, ontem: ABC 5 x 1 Coríntians de Caicó. Em tempo: 1) o ABC, fundado em 1915, deve seu nome a um tratado de amizade assinado, naquele ano, por Argentina, Brasil e Chile; 2) o apelido Frasqueirão vem de Frasqueira, como era conhecida a popular torcida alvi-negra. Recordo-me bem que, já nos anos 50, os americanos gritavam das arquibancadas no velho Juvenal Lamartine, provocando os abecedistas: "Olha a frasqueira da geraaaaaaaaaaal". Os alvi-negros, então, respondiam em coro: "Pega aqui no meu paaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaau".



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Quinta-feira, Março 02, 2006

 
BALAIO INCOMUN 1691
Uma folha porreta desde 1986
Natal, 2 de março de 2006



Imaginação em transe
CHAPEUZINHO VERMELHO E O LOBO MAU
[ in Balaio Vermelho, de 18 de fevereiro de 2005 ]

Metaplagiando a revista Papangu, de Mossoró (RN), apresentamos, a seguir, como seria a história de Chapeuzinho Vermelho nas manchetes dos mais diversos veículos da mídia impressa do país. Eis alguns exemplos:

CLAUDIA (SP)
Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos no caminho.

NOVA (SP)
Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama.

MARIE-CLAIRE (SP)
Na cama com um lobo e minha avó.
(Relato de quem passou por essa experiência)

O GLOBO (RJ)
Retirada viva da barriga de um lobo.

O DIA (RJ)
Depois de ter sido violentada,
a jovem Chapeuzinho Vermelho
cortou o mal pela raiz
e o Lobo ficou sem as suas partes íntimas.


O ESTADO DE SÃO PAULO (SP)
Lobo que devorou Chapeuzinho seria filiado ao PT.

PLAYBOY (SP)
Veja também aquilo que só o Lobo viu.
(Fotos de J.R. Duran com Chapeuzinho, aos 18 anos,
mais provocante do que nunca
)

ISTOÉ (SP)
Gravações revelam que Lobo foi assessor de influente político do Rio Grande do Norte.

JORNAL DO BRASIL (RJ)
Violento ataque do Lobo deixa Chapeuzinho em estado de choque.

PAPANGU (RN)
Lobo em pele de Chapeuzinho pede votos na periferia.

BALAIO PORRETA (RJ/RN)
Depois de abater o Lobo, Chico Doido de Caicó
come a jovem Chapeuzinho Vermelho da cabeça aos pés.




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Quarta-feira, Março 01, 2006

 
BALAIO PORRETA
Natal, 1 de março de 2006



COMO ALGUNS FILMES SÃO CONHECIDOS EM PORTUGAL

Título original / Título brasileiro / Título português

The nutty profressor / O professor aloprado / As noites loucas do Dr. Jerryl (Lewis, 1963)
Pierrot le fou / O demônio das 11 horas / Pedro, o louco (Godard, 1965)
Playtime / Tempo de diversão / Playtime - Vida moderna (Tati, 1967)
Rosemary's baby / O bebê de Rosemary / A semente do diabo (Polanski, 1968)
Five easy pieces / Cada um vive como quer / Destinos opostos (Rafelson, 1970)
Fat city / Cidade das ilusões / Cidade viscosa (Huston, 1972)
The Godfather / O poderoso Chefão / O Padrinho (Coppola, 1972)
Deliverance / Amargo pesadelo / Fim-de-semana alucinante (Boorman, 1972)
The sting / Golpe de mestre / A golpada (Hill, 1973)
Mean streets / Caminhos perigosos / Os cavaleiros do asfalto (Scorsese, 1973)

[ Fonte: 1001 filmes para ver antes de morrer, trad. portuguesa ]


MAIS UM BLOGUE NATALENSE SOBRE CINEMA

Depois de Foco Potiguar, de Marcos Felipe, exlusivamente sobre a sétima arte, de Luzes da Cidade, de Francisco Sobreira, dedicado a cinema e literatura, de O Apanhador de Sonhos, de Bené Chaves, eventualmente focalizando filmes/diretores/atores/atrizes, e de O Cárcere das Asas, de Celso Boaventura, voltado para música, poesia e grandes obras cinematográficas (na avaliação do autor), chegou a vez de Fator RH, do jornalista Rodrigo Hammer: um blogue "referente a filmes underground, malditos ou muito raros". Entre as análises iniciais (sempre em português e inglês), cumpre destacar a que critica o melhor Herzog até o momento, em nossa opinião: a do filme Também os anões começaram pequenos, de 1970. A postagem da semana volta-para para Contos imorais (1974), de Walerian Borowczyk. Enfim, um blogue a merecer toda a nossa atenção.





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